Evolucionismo
Na sua habitual crónica no DN, Sarsfield Cabral afirma:
A Igreja Católica não tem problemas com as ideias de Darwin, que são geralmente aceites na comunidade científica mundialAcontece que as ideias de Darwin foram já sujeitas a tantas evoluções que até é possível defender que nem a comunidade científica aceita já as ideias do senhor!
Façamos a caridade de pensar que Sarsfield Cabral se referia de forma mais lata à questão do evolucionismo.
Mas, mesmo neste caso, será necessário separar o trigo do joio. João Paulo, o Grande, ensina:
"...rather than the theory of evolution, we should speak of several theories of evolution. On the one hand, this plurality has to do with the different explanations advanced for the mechanism of evolution, and on the other, with the various philosophies on which it is based. Hence the existence of materialist, reductionist, and spiritualist interpretations. What is to be decided here is the true role of philosophy and, beyond it, of theology.E quanto ao livro do Génesis, o Papa Pio XII ensina:
...theories of evolution which, in accordance with the philosophies inspiring them, consider the mind as emerging from the forces of living matter, or as a mere epiphenomenon of this matter, are incompatible with the truth about man. Nor are they able to ground the dignity of the person.
"...os onze primeiros capítulos do Gênesis, embora não concordem propriamente com o método histórico usado pelos exímios historiadores greco-latinos e modernos, não obstante, pertencem ao gênero histórico em sentido verdadeiro, que os exegetas hão de investigar e precisar; e que os mesmos capítulos, com estilo singelo e figurado, acomodado à mente do povo pouco culto, contêm as verdades principais e fundamentais em que se apóia a nossa própria salvação, bem como uma descrição popular da origem do gênero humano e do povo escolhido...se os antigos hagiógrafos tomaram alguma coisa das tradições populares (o que se pode certamente conceder), nunca se deve esquecer que eles assim agiram ajudados pelo sopro da divina inspiração, a qual os tornava imunes de todo erro ao escolher e julgar aqueles documentos.
Todavia, o que se inseriu na Sagrada Escritura tirado das narrações populares, de modo algum deve comparar-se com as mitologias e outras narrações de tal gênero, as quais procedem mais de uma ilimitada imaginação do que daquele amor à simplicidade e à verdade que tanto resplandece nos livros do Antigo Testamento, a tal ponto que os nossos hagiógrafos devem ser tidos neste particular como claramente superiores aos antigos escritores profanos.

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