Quarta-feira, Maio 18, 2005

A lógica sobrenatural da Misericórdia Divina

"...temos a obrigação de resistir à tentação. Se falhamos e pecamos, temos a obrigação de nos arrepender imediatamente. Se não nos arrependemos, Deus deixa-nos entregues a nós mesmos: permite que experimentemos a as consequências naturais dos nossos pecados, os prazeres ilícitos. Se continuamos a não nos arrepender - mediante a abnegação e os actos de penitência - Deus permite que continuemos em pecado, criando assim um hábito, um vício, que obscurece o nosso entendimento e debilita a nossa vontade.

Quando estamos apegados a um pecado, os nossos valores invertem-se. O mal converte-se no nosso «bem» mais urgente, no nosso mais profundo anseio; o bem apresenta-se como um «mal» porque ameaça afastar-nos da satisfação dos nossos desejos ilícitos. Chegando a esse ponto, o arrependimento torna-se quase impossível, porque o arrependimento é, por definição, o afastamento do mal em direcção ao bem; mas, nessa altura, o pecador redefiniu na sua consciência tanto o bem com o mal...

Quando aderimos ao pecado desta maneira e rejeitamos anossa aliança com Deus, só um golpe de misericórdia nos pode salvar. Às vezes, a coisa mais misericordiosa que Deus pode fazer a um bêbado, por exemplo, é permitir que destrua o carro ou que a mulher o abandone..."

Scott Hahn